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Tecnologia transforma a advocacia tradicional

Legal-Technology

“Meu filho, estude para se tornar um advogado ou um médico”, dizem os avós. Os tempos mudaram, hoje é fácil perceber que a tecnologia está alterando o modelo de negócio das profissões tradicionais.

A medicina já foi amplamente modificada, no entanto, o foco desse artigo será a advocacia.

A pergunta relevante é: Como o profissional do Direito deve lidar com automação, internet das coisas, mundo digital, big data e robôs que “fazem o papel” do advogado?

Não haverá espaço para abordar todos os termos acima, por essa razão, vou detalhar apenas o gênero, conhecido como as LawTechs ou LegalTechs. Estas são utilizadas para nomear as startups que criam produtos e/ou serviços de base tecnológica para melhorar o setor jurídico.

As startups desenvolvem soluções para o público final dos advogados, por exemplo, plataformas que facilitam o fechamento de um acordo com a empresa demandada ou que ajudam o cliente a encontrar um especialista em determinada área de atuação jurídica (digital, trabalhista, cível, penal, etc).
Outras soluções também podem ser desenvolvidas, neste caso, destinadas ao próprio mercado jurídico (departamentos jurídicos de empresas e/ou bancas de advocacia), são elas: plataformas de gestão de tempo e processos, captura de jurisprudências, e até softwares capazes de confeccionar peças jurídicas em menos tempo e com mais precisão que o advogado.

Vejam esse exemplo prático: no último dia 13 de abril, a capital Aracaju recebeu a visita do CEO, Rafael Heringer, da LegalTech chamada Jurídico Certo. Essa startup reúne parte das tecnologias descritas na pergunta acima e soluciona a dor de algumas bancas de advocacia que precisam contratar correspondentes. Fundada em 2013, a empresa oferece uma ferramenta que possibilita a contratação desses profissionais pela internet, em qualquer localidade do país, bem como o pagamento dos serviços por meio de uma fatura mensal, sem qualquer taxa ou mensalidade adicional a ser paga ao site. 

Ficou claro que essas tecnologias chegaram para solucionar dores, seja de mercado (público alvo) ou da própria advocacia.

A tecnologia aplicada ao Direito distanciará o profissional do amador, ou seja, o especialista do “clínico geral” (aquele que aceita qualquer tipo de demanda jurídica, independente da sua área de especialidade). Aos colegas advogados, deixo o seguinte alerta: a tecnologia apenas ajudará aos que a utilizem a seu favor.