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Aplicativos e Tecnologia Ajudam na Luta Contra a Corrupção

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O apresentador e escritor, Jô Soares, disse certa vez: “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”. A cultura da desonestidade não pertence exclusivamente ao Brasil, prova disso é que outros países já utilizam tecnologia inovadora com a finalidade de ajudar a detectar e punir a corrupção.

Em diversas partes do mundo, os governos estão adotando aplicativos com entusiasmo. Eles trabalham mais rápido do que os sites móveis e são mais interativos, além de serem mais fáceis de personalizar. E, talvez o mais importante, eles são instantaneamente acessíveis de qualquer lugar com o toque de um botão, tornando os cidadãos muito mais propensos a usá-los.

Pois bem, algumas características e funções são comuns entre os aplicativos que combatem a corrupção, são elas: desestimular a prática da desonestidade, desenvolver confiança institucional, automatizar e compartilhar informações, digitalizar serviços públicos, entender contextos locais e inspirar-se em outras iniciativas em todo o mundo.

No Brasil, acontece uma maratona hacker de programação, chamada ‘HackFest Contra a Corrupção’, o objetivo é desenvolver soluções tecnológicas e envolver a sociedade no combate à corrupção.

No ano de 2017, as seguintes plataformas foram premiadas: o ‘Vidinha de Balada’, um software desenvolvido para acompanhar os gastos dos políticos e utilizar o humor para categorizar o perfil de cada um. O ‘PaCiente’, um aplicativo que capta as queixas da população com os serviços de saúde, e sua classificação de acordo com as reclamações dos usuários. E o chamado ‘Folha Limpa’, um app que realiza o cruzamento de informações das folhas de pagamento de servidores públicos, permitindo encontrar divergências e irregularidades, por exemplo, o acúmulo ilegal de cargos.

Outro aplicativo brasileiro que ganhou força é o chamado ‘Mudamos+’, plataforma onde qualquer cidadão pode propor leis de iniciativa popular, desde que consiga um número mínimo de assinaturas apoiando o projeto. Em cidades pequenas, 1.500 assinaturas coletadas já são suficientes para promover mudanças.

A impunidade gera repetição de atos corruptos e por essa razão deve ser fortemente combatida. Os quatro exemplos de aplicativos acima, demonstram que a batalha contra a cultura desonesta já começou. Participar dessa mudança e colaborar com os mecanismos que auxiliam essa transformação é mais efetivo do que reclamar.