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Robôs substituirão os médicos?

ROBOT DOCTOR

A comunidade médica americana manifestou um senso de alerta, quando a notícia se espalhou sobre a previsão do guru da tecnologia, Vinod Khosla, de que o futuro da prática médica seria mais robótico do que médico.

Algoritmos operados por dispositivos semeados com inteligência artificial forneceriam análises objetivas, que os médicos hoje em dia não podem fazer por causa de procedimentos embutidos e maneiras pré constituídas de pensar sobre cuidados de saúde. Isso levou Khosla a concluir que pelo menos 80% dos médicos poderiam ser substituídos por softwares.

No futuro de Khosla, as máquinas trarão as imagens e dados completos do paciente. Suas decisões serão baseadas em algoritmos, na contramão dos sentimentos. O que Khosla está promovendo, no entanto, é o raciocínio baseado em máquina que gera um nível de objetividade inatingível pelas pessoas, uma objetividade baseada em dados e aplicada com lógica baseada em máquinas. Subjacente a este argumento é que as máquinas não têm que lutar contra o medo ou superar o amor. Consequentemente, eles podem melhorar a prática médica.

Para exemplificar o tema abordado, em setembro de 2016, cirurgiões da Universidade de Oxford John Radcliffe Hospital usaram um cirurgião robótico controlado remotamente chamado Robotic Retinal Dissection Device (R2D2) para remover uma membrana de 100º de espessura da retina do olho direito do Revd Dr. William. Castor, curando com sucesso sua cegueira e ressuscitando sua habilidade de ver normalmente. Esta foi a primeira vez que um robô foi usado para conduzir uma operação do olho na história da medicina.

O Brasil tem cerca de 30 robôs-cirurgiões “em atividade” e a tendência é este número continuar a crescer, segundo Armando Melani, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil) e diretor científico do Ircad para a América Latina, localizado no Rio de Janeiro. 

O desafio surge quando a empatia e a interação interpessoal entram em cena, os robôs não se aproximarão desse nível de sofisticação por muito tempo. No entanto, perceba que muitos empregos serão assumidos por maquinas e automação nos próximos anos. Desenvolver novas habilidades ou melhorar as existentes, será uma questão de sobrevivência no mercado de trabalho.

No final, a medicina é feita para ajudar pessoas, a automação tornará o mundo melhor e criará oportunidades para pessoas inteligentes o suficiente aproveitá-las. Mas a saúde vai mudar, pois como dito, algoritmos vão fazer diagnósticos baseados em dados quantificáveis melhor do que como os humanos fazem atualmente.